O preconceito com as cartas

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Quem já não deu um primeiro olhar numa Raposa ou num Caixão e pensou “que droga!”

Isso se deve ao preconceito em relação a algumas cartas.  Basta ver uma raposa, uma cobra, um caixão, uma foice, uma morro, um urso, um chicote e uns ratos para lançar uma gama de interpretações negativas, porém sem levar em consideração que, dependendo do contexto, o teor desses arcanos pode ser bem suave ou mesmo benéfico.

Vou dar um exemplo de um jogo que vi em um grupo de baralho cigano. A pessoa dizia que duas pessoas estavam romanticamente se conhecendo, mas só através da Internet. Elas planejam se encontrar pessoalmente e a pergunta era se uma delas estava realmente a fim desse encontro. Foi uma sequência de Criança-Raposa-Jardim.

Criança-Raposa-Jardim

Algumas pessoas viram problemas com as intenções da pessoa, porém, creio eu, que isso foi resultado exclusivamente do vício preconceituoso que impede de refletir um pouco mais sobre os significados das cartas antes de acusá-las de estragar o acontecimento. Então, vou colocar a mesma tiragem com várias perguntas diferentes, para mostrar como o contexto(e as conjunções, claro!) é quem dita o tipo de influência que provém do arcano.

Com relação a pergunta acima

Achei que a pessoa está imensamente entusiasmada em encontrar com a outra. Está se ardendo de curiosidade e planejando esse encontro com muita satisfação e empenho.

Qual é o contexto

O contexto fala de duas pessoas atraídas amorosamente uma pela outra, e isso faz com que seja natural a utilização de artifícios(raposa) que realcem as qualidades mais interessantes de cada uma, algo completamente natural em situações como essas; portanto uma Raposa aqui não fala nada que não seja óbvio.

As razões

  • Tanto a criança quanto a Raposa são curiosas e motivadas.
  • Apesar do impulso da criança em se comprometer com as coisas sem saber exatamente como colocará em prática, a Raposa é uma planejadora hábil, que nesse caso vai agir impulsionada pelo interesse(criança).
  • A Raposa está ligada a um perfil independente, arrojado e ousado. A criança coloca ânimo e interesse pelo novo. Então a pessoa está entusiasmada e determinada em participar do encontro.
  • A pessoa está partindo de um estímulo inicial baseado no interesse e curiosidade(Criança) e progredindo para a elaboração(Raposa) do encontro(jardim).
  • Criança tem relação com conhecer. Raposa tem relação com aprofundar um conhecimento.
  • A carta Jardim é uma Carta Tema para a pergunta que foi feita. No Jardim os encontros são reais.

Outras perguntas com o mesmo jogo(criança-raposa-jardim)

Se a pergunta fosse: A pessoa vai gostar do encontro?

Acho que vai se divertir sim e achar agradável, porém nesse contexto também é possível que algum aspecto do outro gere um incômodo ou que suas próprias inseguranças a impeça de aproveitar melhor. Nada que deva destruir a situação, mas que poderá não deixá-la completamente à vontade ou satisfeita.

Se a pergunta fosse: Devo confiar nessa pessoa?

Ela não é uma pessoa completamente confiável, pois é um tipo mais egoísta e competitivo. Na hora “H”, para se dar bem, pode agir sem pensar ou, então, destilar veneninhos inconsequentes para ficar bem na fita. Também pode não se sentir compromissada o suficiente para ter algum tipo de fidelidade.

Se a pergunta fosse: Essa pessoa pode me prejudicar?

Quase nada. Há a possibilidade de criar algum constrangimento, mas nada demais.

Se a pergunta fosse: Ela quer um compromisso sério?

Não. Ela quer curtir, sair, namorar, rir, passear, transar, conhecer melhor a outra. Mas anel no dedo, papéis, alianças, bebês… cruz credo!

Se a pergunta fosse: Ele vai me procurar(me chamar para um encontro)?

Sim, mas só quando sentir vontade. Não se vê obrigado a nada.

Se a pergunta fosse: Tenho chances de conseguir esse trabalho?

Antes de tudo, é importante saber que tipo de trabalho é. Se for numa área de entretenimento/artística/cultural, há possibilidades, mas se for algo muito formal a pessoa pode ser considerada inexperiente ou carregar algum aspecto não compatível com as necessidades daquela empresa.

Se a pergunta fosse: Vou encontrar novos amigos?

Vai encontrar pessoas, mas não necessariamente amigos. Ela fará contatos, pode se divertir, conversar, mas não quer dizer que fará uma amizade no sentido tradicional do termo.

Se a pergunta fosse: Vou conseguir me eleger?

Pode faltar bagagem, experiência e mais habilidade para lidar com um jogo sofisticado de influências; mesmo assim, a pessoa tem charme, carisma, espontaneidade e vai conseguir apoio, embora possa não ser suficiente para obter a vitória na situação atual.

Se a pergunta fosse: Vou passar na prova?

Há boas chances de passar sim, pois a Criança é relacionada com aprendizado e a Raposa à inteligência, habilidades, dedicação, aperfeiçoamento. Então essa pessoa estaria preparada para ter um bom desempenho.

Se a pergunta fosse: Ele me ama?

Ele acha a pessoa alegre, atraente, bonita, sociável, livre, ótima companhia, atrevida, mimada, egoísta, assanhada… porém, nada que se pareça com o tão tradicional amor romântico, então não dá dizer que ele morre de amores. Mas se o importante na relação para ele é amizade,  diversão, jovialidade e abertura; então ele pode gostar muito de estar na companhia da outra, embora não da forma “Romeu e Julieta”.

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